Coluna Olhar de Dentro
Amanhã, o voto está em suas mãos. E seus efeitos duram anos
Amanhã, 4 de
outubro, os brasileiros voltam às urnas. Em poucos minutos diante da urna
eletrônica, cada eleitor fará escolhas que terão consequências pelos próximos
anos. Deputados estaduais e federais, governadores e presidente terão mandatos
de quatro anos. Para o Senado, são oito anos. Oito anos é muito tempo — e essa
dimensão merece ser lembrada antes de confirmar cada voto.
Faço questão
de destacar isso porque, muitas vezes, só percebemos o peso de uma escolha
eleitoral quando seus efeitos começam a aparecer. Os representantes eleitos
amanhã participarão de decisões que interferem diretamente na nossa rotina:
aposentadoria, impostos, investimentos em saúde, educação, segurança e tantos
outros temas que chegam até a nossa casa. Os problemas que enfrentamos no dia a
dia não surgem de uma hora para outra. Eles também são resultado de decisões
tomadas ao longo dos anos por aqueles que escolhemos para nos representar.
Por isso,
antes de votar, faça uma última reflexão: procure saber quem é o candidato,
conheça sua trajetória, observe o que ele já realizou e avalie se existe
compromisso verdadeiro com as necessidades da população e, especialmente, com a
nossa região. Eleição não deve ser tratada como torcida. O voto entrega a
alguém a responsabilidade de representar você.
Também é
importante estar atento às orientações para o dia da votação. As urnas estarão
abertas das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. O eleitor pode apresentar um
documento oficial com foto, como RG, CNH ou passaporte, ou utilizar o e-Título
com fotografia. Não é obrigatório apresentar o título eleitoral impresso.
O celular
não pode ser levado até a cabine de votação e deverá permanecer com os mesários
enquanto o eleitor vota. Uma boa dica é levar os números dos candidatos
anotados em um papel. A chamada “cola eleitoral” é permitida e pode facilitar
bastante, já que serão seis votos, nesta sequência: deputado federal, deputado
estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente.
E atenção
também ao comportamento no dia da eleição. Pedir votos, distribuir material de
campanha, abordar eleitores ou realizar outras formas de boca de urna pode
configurar crime eleitoral. A manifestação individual e silenciosa da
preferência do eleitor, por meio de camiseta, broche, adesivo ou outros
símbolos permitidos pela legislação, é diferente de uma manifestação coletiva
ou organizada.
Outro ponto
essencial é preservar o sigilo do voto. Não fotografe nem grave a tela da urna.
O voto secreto é uma garantia do eleitor e existe justamente para assegurar que
cada pessoa possa fazer sua escolha livremente, sem pressão ou constrangimento.
Também não
aceite qualquer tipo de vantagem em troca do seu voto. Dinheiro, presentes,
combustível, alimentos ou qualquer benefício oferecido com essa finalidade
devem ser tratados com seriedade e denunciados às autoridades eleitorais
competentes.
E, nestas
últimas horas antes da votação, tenha ainda mais cuidado com aquilo que recebe
pelas redes sociais e pelos grupos de mensagens. Informação falsa costuma
circular rapidamente em períodos eleitorais. Antes de compartilhar qualquer
conteúdo alarmante, procure confirmar sua origem e verificar se a informação é
verdadeira.
A eleição é
um dos momentos em que cada cidadão exerce diretamente seu poder de escolha
sobre os rumos do país e de sua comunidade. Depois que as urnas fecharem, as
decisões tomadas amanhã continuarão produzindo efeitos por quatro — e, em
alguns casos, oito — anos.
Por isso,
mais do que pensar apenas no próximo mandato, talvez valha uma pergunta antes
de votar: que futuro queremos ajudar a construir para a próxima geração?
Juçara Rosolen é mãe, cristã, empreendedora, palestrante e escritora. Juçara é formada em Pedagogia, Letras e Direito. Proprietária e fundadora do Grupo Aposerv, que há mais de 17 anos se dedica aos serviços previdenciários administrativos. É ex-presidente da ACINO e atual Presidente do Lions Clube de Nova Odessa.

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