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Wendell Stein é bacharel em Comunicação Social e Personal Imobiliário da Imobiliária Wizard TGarante

Mercado Imobiliário

O planejamento financeiro de longo prazo que a maioria ignora

A compra de um imóvel, seja para moradia ou investimento, costuma ser celebrada como a linha de chegada de um grande projeto financeiro. No entanto, a assinatura da escritura não é o fim da jornada, mas sim o primeiro dia de uma longa convivência com o patrimônio. No entusiasmo de adquirir a casa dos sonhos ou um ativo promissor, a esmagadora maioria dos compradores ignora dois conceitos fundamentais que determinam a saúde financeira de qualquer carteira a longo prazo: o custo de carregamento e a liquidez futura. Compra-se o imóvel, mas esquece-se de calcular o “valor da assinatura mensal” para mantê-lo e a facilidade de convertê-lo novamente em dinheiro quando a vida ou o mercado exigirem mudanças.

O interior de São Paulo apresenta uma vitrine imobiliária fascinante e diversificada, abrangendo desde amplas chácaras de lazer e robustos galpões logísticos até modernos apartamentos compactos nos grandes centros urbanos. Contudo, cada uma destas tipologias possui uma matemática de manutenção muito particular. O custo de carregamento vai muito além da eventual parcela de um financiamento; ele engloba despesas fixas e contínuas que não perdoam desatenção. O IPTU municipal, que tende a subir com a rápida urbanização e valorização da região, as pesadas taxas condominiais de residenciais com extensa infraestrutura de segurança e lazer, e a indispensável conservação preventiva formam uma despesa constante. Manter o telhado e o paisagismo de uma chácara de cinco mil metros quadrados ou a estrutura de um pavilhão industrial exige um fluxo de caixa implacável.

Ignorar o peso real destas despesas transforma rapidamente um ativo que deveria gerar segurança num passivo silencioso que corrói o orçamento familiar ou a rentabilidade.

Tão negligenciada quanto o custo de manutenção é a projeção de liquidez, ou seja, a velocidade com que se consegue vender o imóvel sem perda significativa de valor. A dinâmica do mercado no interior paulista exige estratégias distintas. Uma mansão com arquitetura altamente exótica num município menor pode ter um custo de construção altíssimo, mas uma liquidez baixíssima devido ao público restrito. Por outro lado, um imóvel funcional, bem localizado em polos como Campinas, Paulínia, Sumaré ou Nova Odessa, atende a uma demanda aquecida e pode girar no mercado em poucas semanas.

Cruzar o custo fixo do imóvel com a profundidade da demanda local e planejar a “porta de saída” antes mesmo de fechar o negócio é a regra de ouro. Analisar a liquidez real de revenda e os custos de manutenção assegura que o patrimônio não se torne uma âncora, mas sim um ativo sólido que continuará a gerar retornos positivos ao longo das próximas décadas.

Wendell Stein é bacharel em Comunicação Social e Personal Imobiliário da Imobiliária Wizard TGarante. Contatos pelo email wendellstein@me.com e pelo Whatsapp (19) 99702-0126

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