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Juiz André Carlos de Oliveira condenou réus a 13 anos, 7 meses e 9 dias de prisão, além de 30 dias-multa

Justiça condena dupla após assalto com agressões e família refém em Americana

Acusados foram condenados a mais de 13 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de roubo mediante arma de fogo, agressões e cárcere privado; família foi rendida por cerca de quatro horas depois de criminosos invadirem casa na cidade

Uma simples entrega de pães feita por uma idosa de 75 anos aos netos terminou em horas de terror no Jardim Colina, em Americana. Aproveitando a abertura do portão da residência, criminosos armados invadiram o imóvel, renderam moradores, agrediram vítimas com tapas, socos e ameaças de morte, além de manter a família amarrada durante o assalto. A Justiça condenou dois acusados a mais de 13 anos de prisão em regime fechado pelo crime.

A sentença foi assinada pelo juiz André Carlos de Oliveira, da 1ª Vara Criminal de Americana, que condenou dois réus a 13 anos, 7 meses e 9 dias de prisão, além de 30 dias-multa. Um deles também teve negado o direito de recorrer em liberdade.

Segundo a decisão, os criminosos invadiram a casa no momento em que a idosa chegava ao imóvel para visitar os netos. Armados, eles renderam os moradores, amarraram as vítimas com abraçadeiras plásticas e passaram horas revirando cômodos em busca de dinheiro, joias, armas e outros objetos de valor.

Durante o roubo, as vítimas relataram momentos de intenso terror psicológico e físico. Uma das mulheres contou que foi puxada para dentro da residência ao chegar ao local, entrou em luta corporal com os criminosos e acabou agredida com tapas, socos e chutes. Ela afirmou ainda que foi xingada, amarrada com “enforca-gato” e mantida sob mira de arma de fogo enquanto os assaltantes ameaçavam as vítimas constantemente.

Outro relato descreve que os criminosos apontavam armas para a cabeça dos moradores enquanto exigiam senhas bancárias, PIX e informações sobre joias e dinheiro escondidos na residência. As vítimas afirmaram que eram ameaçadas de morte caso olhassem para os assaltantes ou não obedecessem às ordens.

Os criminosos também utilizaram o celular de uma das vítimas para responder mensagens e atrair outra pessoa da família até a casa. Ao chegar ao imóvel, ela foi rendida, agredida e levada para o quarto onde os demais já estavam presos.

Em outro depoimento, uma das vítimas afirmou que a residência ficou completamente destruída após o crime, “como se um furacão tivesse passado pelo local”. O relato também aponta consequências emocionais profundas após o assalto, incluindo trauma psicológico e medo constante dentro da própria casa.

Segundo os depoimentos, os assaltantes tentaram realizar transferências bancárias e empréstimos utilizando os aplicativos dos celulares roubados. Um dos criminosos chegou a acessar contas bancárias para tentar enviar dinheiro para terceiros.

As vítimas permaneceram sob vigilância dos criminosos por cerca de quatro horas. Antes da fuga, os assaltantes colocaram todos em um banheiro e deixaram o imóvel trancado enquanto escapavam com joias, dinheiro, celulares, armas de fogo e outros pertences. O crime só foi interrompido após um vigia de rua perceber movimentação suspeita e acionar a Guarda Municipal.

Na sentença, o magistrado afirmou que os depoimentos das vítimas foram “detalhados” e “minuciosos”, destacando que os reconhecimentos feitos durante a investigação e em juízo foram seguros e coerentes. O juiz concluiu que ficou comprovado o uso de arma de fogo, a atuação em grupo, a violência física e a restrição da liberdade das vítimas durante o assalto.


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