Suposta violência psicológica é denunciada por funcionárias de loja de carros em Americana
Colaboradoras de uma concessionária de veículos, localizada na Avenida Nossa Senhora de Fátima, relataram envio de mensagens suspeitas com abordagens interpretadas como violência psicológica; vítimas acreditam que autor tenha ligação com o ambiente de trabalho e acesso ao grupo corporativo
A Polícia Civil apura um caso de violência psicológica
envolvendo quatro funcionárias de uma concessionária de veículos localizada na
Avenida Nossa Senhora de Fátima, em Americana. As vítimas procuraram a polícia
após receberem mensagens enviadas por um número desconhecido e suspeitam que o
autor tenha ligação com o ambiente de trabalho.
Segundo informações do boletim de ocorrência, uma das
colaboradoras compareceu à delegacia para registrar a denúncia. Ela relatou que
o primeiro contato ocorreu em setembro do ano passado e, após receber as
mensagens, optou por bloquear o número.
Dias depois, outra funcionária da mesma empresa também
passou a receber mensagens semelhantes enviadas pelo mesmo contato. O teor das
mensagens não foi divulgado no registro policial. Ainda conforme o relato, os
contatos foram interrompidos por um período, mas voltaram a acontecer neste
ano, desde abril. Inicialmente, as mensagens teriam sido direcionadas a uma
funcionária recém-contratada. Na sequência, outras colaboradoras da
concessionária também passaram a ser alvo das abordagens.
As vítimas fizeram um levantamento dos números utilizados e identificaram que o mesmo contato enviava mensagens para diferentes funcionárias da empresa. De acordo com o boletim de ocorrência, capturas de tela das conversas e os números usados nos contatos foram apresentados ao gerente da concessionária para conhecimento da situação.
As funcionárias acreditam que o responsável pelas mensagens
possa ser alguém ligado à empresa, já que todas as vítimas trabalham no mesmo
local. Existe ainda a suspeita de que o autor participe do grupo corporativo de
WhatsApp da concessionária, o que teria possibilitado acesso aos números de
telefone das colaboradoras. O caso foi registrado e será investigado pela
Polícia Civil de Americana.

Deixe um comentário