Política
Concurso da Câmara de Monte Mor datado de 2024 é oficialmente investigado pelo MP e TCE-SP

Fraude em concurso no Legislativo de Monte Mor: denúncia revela sobrinha de deputado do MT como classificada

Caso envolve concurso da Câmara de 2024 e investigação apura suposta fraude na disputa; denúncia diz que candidata que ficou em primeiro lugar seria parente de deputado estadual do Mato Grosso; TCE-SP pediu informações do certame

A investigação sobre a suspeita de fraude no concurso público 01/2024 da Câmara de Monte Mor ganhou novos contornos após uma denúncia apontar que a candidata classificada em primeiro lugar para o cargo de controlador interno seria sobrinha de um deputado estadual do Mato Grosso. Atualmente, a investigada pelo Ministério Público ocupa cargo comissionado em uma prefeitura no interior do Mato Grosso. A Promotoria ainda levou a fraude à esfera penal.

A fraude, que está sob sigilo total na investigação do Ministério Público, também é alvo do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Em despacho recente, o conselheiro substituto-auditor Alexandre Manir Figueiredo Sarquis notificou a Câmara de Monte Mor para que tome conhecimento do relatório da equipe de auditoria e apresente alegações sobre os fatos apurados no prazo de 15 dias.

A apuração no TCE decorre de uma representação baseada em elementos reunidos no inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça de Monte Mor. O foco da investigação é a suposta ilegalidade no certame realizado para o cargo de controlador interno, um dos mais valorizados da estrutura do Legislativo municipal, com remuneração superior a R$ 10 mil.

De acordo com o TCE, o concurso foi conduzido pela empresa Embrasil Desenvolvimento Institucional e de Carreiras Ltda. A candidata aprovada em primeiro lugar é oficialmente investigada por suspeita de fraude.

O TCE determinou ainda que o processo administrativo atual seja apensado a outro já existente, que trata da licitação e do contrato firmado entre a Câmara de Monte Mor e a empresa organizadora do concurso. O caso já havia sido revelado anteriormente pelo Tribuna Liberal e, à época, a Câmara informou que a candidata não chegou a ser nomeada.

Segundo o Legislativo, a suspeita surgiu após uma operação da Polícia Civil na empresa responsável pela organização do concurso, sediada em Goiás. Conforme a apuração, durante a ação policial teria sido encontrada a prova da candidata, gerando suspeita de manipulação para colocá-la na primeira posição do certame em Monte Mor.

Diante dos elementos, a Promotoria de Justiça pediu a desclassificação da candidata. Paralelamente, foi aberta uma sindicância administrativa, que passou a tramitar sob sigilo por recomendação do Ministério Público, segundo informou a própria Câmara na ocasião, sob a justificativa de preservar o andamento das investigações e a intimidade dos envolvidos.

ESFERA PENAL

Em nota enviada ao Tribuna Liberal, o Ministério Público de São Paulo informou que “a fraude no concurso público 1/2024 da Câmara Municipal de Monte Mor é investigada em inquérito civil e na esfera penal”. “As investigações estão em andamento e seguem sob sigilo”, informou o MP.

 


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