Secretário-executivo do Ministério da Saúde vistoria obras em Hortolândia
Adriano Massuda acompanha construção da UBS Nova Hortolândia e centro de reabilitação, além de investimento no SAMU; município tem R$ 21,1 milhões previstos pelo Novo PAC Saúde e busca ampliar o atendimento à população
Hortolândia recebeu nesta terça-feira (13) a visita do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, para acompanhar investimentos federais destinados à ampliação da rede pública de saúde. A agenda incluiu a fiscalização de obras de unidades de atendimento, a construção de um novo Centro Especializado em Reabilitação (CER) e a estrutura do SAMU 192.
Somente pelo Novo PAC Saúde, o município reúne R$ 21,1 milhões em investimentos previstos para fortalecer os serviços oferecidos à população. A visita também contemplou Campinas e Indaiatuba, que integram a rede regional de assistência do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os principais projetos acompanhados em Hortolândia está a construção do Centro Especializado em Reabilitação, cuja obra foi licitada por R$ 7 milhões e apresenta 17% de execução física. O novo equipamento público permitirá reunir, em um único endereço, atendimentos destinados às pessoas com deficiência que atualmente são realizados em diferentes locais da cidade.
Hoje, os serviços de reabilitação funcionam em dois endereços separados, enquanto parte dos atendimentos infantis acontece em um prédio anexo a outro serviço público. Com a construção da nova estrutura, a expectativa é oferecer melhores condições de atendimento, facilitar o acesso das famílias e concentrar os serviços especializados em um imóvel próprio.
Outro investimento acompanhado pelo representante do governo federal é a construção da UBS Nova Hortolândia Dom Bruno Gamberini. A unidade, classificada como Porte V, possui proposta de investimento de R$ 6,5 milhões e está com 10% das obras executadas. O prédio substituirá uma estrutura antiga, localizada em uma região que enfrenta crescimento urbano e aumento da procura por consultas e outros serviços médicos.
A futura unidade contará com pelo menos cinco equipes de Saúde da Família e cinco equipes de Saúde Bucal, além de ambientes preparados para a realização de teleconsultas. A ampliação permitirá reforçar o acompanhamento dos moradores, principalmente em atendimentos preventivos e cuidados básicos, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outros serviços da rede municipal.
A agenda de Massuda também incluiu a base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192). Em maio deste ano, Hortolândia recebeu uma ambulância de Suporte Avançado, avaliada em R$ 292 mil, destinada à renovação da frota. O veículo foi disponibilizado pelo Ministério da Saúde por meio do programa Agora Tem Especialistas, que contempla a modernização dos serviços móveis de urgência em diferentes estados brasileiros.
Além dos recursos destinados às obras e equipamentos, Hortolândia recebeu R$ 99,5 milhões em transferências do Ministério da Saúde em 2026, segundo os dados apresentados pelo governo federal. O município também mantém 34 vagas ativas no programa Mais Médicos, enquanto o Farmácia Popular beneficiou 26,8 mil pessoas ao longo do ano.
A visita faz parte de uma agenda regional voltada ao acompanhamento de obras e serviços financiados pela União. Hortolândia integra a Região de Saúde Metropolitana de Campinas, formada por 19 municípios que compartilham estruturas de atendimento, especialmente em procedimentos especializados e tratamentos de maior complexidade.
CAMPINAS
Em Campinas, o secretário-executivo também acompanhou obras destinadas à ampliação dos atendimentos de saúde mental, urgência e atenção primária. A cidade concentra uma carteira de R$ 44 milhões em investimentos do Novo PAC Saúde, contemplando unidades básicas, equipamentos hospitalares, radioterapia, teleconsultas e renovação da frota do SAMU.
Um dos projetos vistoriados foi o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III Sul), que terá funcionamento 24 horas e capacidade de beneficiar aproximadamente 185 mil moradores da região sul do município. A obra possui contrato de R$ 3,23 milhões, dos quais R$ 2,49 milhões são recursos federais, e está com 20% de execução.
O secretário também acompanhou o terreno destinado à futura UPA Sul, no Campo Belo. O empreendimento tem contrato de R$ 9,1 milhões e está em fase preparatória. A proposta é ampliar a oferta de atendimentos de urgência e emergência, especialmente em uma região de grande demanda por serviços públicos de saúde.
Outro investimento é o Centro de Saúde Boa Esperança, no Jardim das Paineiras, que receberá o nome de Flávio de Sá. Com contrato de R$ 6,5 milhões e metade das obras concluídas, a unidade tem previsão de entrega para julho de 2027. O espaço contará com cinco equipes de Saúde da Família e cinco de Saúde Bucal, com capacidade para atender cerca de 17,5 mil pessoas.
A estrutura também funcionará como centro de saúde-escola, em parceria com a Unicamp, permitindo a participação de professores, estudantes e residentes universitários nos serviços prestados à população.
Durante a agenda, Massuda destacou a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento especializado na região, mesmo diante da importância econômica do Estado de São Paulo.
“Pelo Novo PAC Saúde também temos equipamentos para radioterapia, para cirurgia, e fortalecendo Campinas a gente consegue atender essa região de São Paulo. É o estado mais rico do Brasil, mas aqui tem muita demanda também, muita carência, e o tempo de espera para atenção especializada ainda é alto. O governo federal precisa estar junto, apoiando, fortalecendo os serviços para atender toda a região de Campinas”, afirmou.
Campinas recebeu R$ 400 milhões em transferências federais para a saúde em 2026, possui 94 vagas do Mais Médicos e registrou 138,5 mil pessoas atendidas pelo Farmácia Popular neste ano.
Somados, os investimentos previstos pelo Novo PAC Saúde em Hortolândia e Campinas chegam a R$ 65,1 milhões. A agenda ministerial também passou por Indaiatuba, onde Massuda visitou o Hospital Augusto de Oliveira Camargo, recentemente habilitado pelo Ministério da Saúde para realizar procedimentos de alta complexidade cardiovascular pelo SUS.
Em todo o Estado de São Paulo, o Novo PAC Saúde prevê investimentos de R$ 5,7 bilhões em 3.431 empreendimentos, incluindo a construção de unidades básicas, centros de atenção psicossocial, policlínicas, hospitais e a aquisição de ambulâncias e equipamentos médicos.

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