Moradora reclama de dificuldades de atendimento no Hospital Municipal de Americana
Uma moradora de Americana relatou dificuldades no atendimento ao filho no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, após um episódio envolvendo transtornos mentais e risco de vida. A reclamação é da controladora de acesso Patrícia Pontes da Silva, de 48 anos, moradora do bairro Praia Azul. Segundo ela, o filho enfrenta há anos problemas relacionados ao uso de drogas e agravamento do quadro psicológico, o que tem gerado sucessivas situações de risco.
De acordo com o relato, a condição do jovem teria se
intensificado após o uso de lança-perfume ainda na adolescência, quando ele
tinha 17 anos. Desde então, a família passou a conviver com episódios de
instabilidade, incluindo comportamento agressivo, surtos e períodos em que ele
chegou a viver em situação de rua.
Patrícia afirma que tentou diversas vezes buscar apoio
judicial para a internação do filho, mas sem sucesso. A situação se agravou
recentemente, quando o jovem entrou em crise e precisou ser socorrido.
“Ele me ligou pedindo socorro. Quando cheguei em casa, ele
estava na rua, sendo agredido. Depois disso, a situação só piorou”, relatou.
INTERNAÇÃO
Segundo a moradora, o filho foi levado inicialmente para uma
Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu alta. Pouco depois, já em
casa, ele teria pulado a janela do terceiro andar do imóvel.
Patrícia afirma que encontrou dificuldades para conseguir a
transferência e internação no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi. “Para
conseguir uma vaga, eu tive que pedir ajuda. O hospital não queria aceitar
ele”, disse.
Após a entrada na unidade, o paciente apresentou arritmia e
precisou de atendimento emergencial. Ainda assim, segundo a mãe, o
comportamento continua instável.
A principal queixa da moradora é a ausência de medidas
eficazes para conter o filho. Ela relata que o jovem tenta fugir com
frequência, inclusive correndo em direção à rua e colocando a própria vida em
risco.
“Eu estou pedindo ajuda para sedar ele, para manter ele
calmo, mas ninguém resolve. Ele já fugiu várias vezes, corre no meio dos
carros”, afirmou.
Diante da situação, a família chegou a acionar a polícia
para evitar novos episódios. Além das dificuldades no atendimento, Patrícia
também critica a falta de suporte institucional. Segundo ela, mesmo após
diversas tentativas, não conseguiu garantir a internação adequada do filho por
meio da Justiça.
A moradora ainda relata que chegou a ser responsabilizada
pela queda do jovem, versão que contesta. “Ninguém vê que eu estou tentando
ajudar faz tempo. Eu só quero que ele tenha tratamento”, desabafou.
OUTRO LADO
O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana,
informou que o paciente encontra-se internado na unidade, recebendo toda a
assistência necessária das equipes médica e multiprofissional, com
acompanhamento clínico e psiquiátrico.
A solicitação de vaga foi realizada na manhã do dia 21 de
março, sendo prontamente atendida na manhã do dia 22. Dessa forma, a admissão
do paciente ocorreu em menos de 24 horas após a solicitação, período
considerado adequado conforme a legislação vigente.
O HM reforçou seu compromisso com a agilidade e a qualidade
no atendimento prestado à população.

Deixe um comentário