Saúde capacita agentes para prevenção e controle da esporotricose em Sumaré
A Secretaria Municipal de Saúde de Sumaré, em parceria com as Vigilâncias Epidemiológica e em Zoonoses, promoveu recentemente uma capacitação sobre esporotricose para os Agentes de Combate às Endemias. O treinamento ocorreu na Sala de Conferências do Centro Administrativo de Nova Veneza e reuniu mais de 30 profissionais.
O encontro foi ministrado pela médica-veterinária da
Vigilância em Zoonoses, Jéssica Rocha, pela enfermeira e gerente da Vigilância
Epidemiológica, Elane Granja, e pelo coordenador da Educação Continuada, Rafael
Silvério. O encontro abordou dados epidemiológicos, formas de transmissão,
manifestações clínicas em humanos e animais, prevenção, controle, diagnóstico e
tratamento da doença.
O objetivo do treinamento é ampliar o conhecimento das
equipes de saúde, fortalecer as ações de prevenção e controle da esporotricose
e aprimorar a identificação e o encaminhamento de casos, com foco na proteção
da saúde da população e dos animais.
“A capacitação fortalece a atuação dos agentes de endemias e
melhora a eficiência no diagnóstico precoce dos casos de esporotricose. Com
esse conhecimento, os profissionais poderão, durante as visitas casa a casa,
identificar animais ou moradores com lesões suspeitas, orientar melhor as
famílias e encaminhar os pacientes para o atendimento adequado. O trabalho
integrado entre os serviços é fundamental para o controle da doença no
município”, destacou a secretária adjunta de Saúde, Denise Barja.
AÇÕES NOS TERRITÓRIOS
As equipes de saúde já iniciaram as ações de orientação aos
moradores e busca ativa de casos no bairro Matão, que recebeu a primeira
pesquisa de campo. A Secretaria de Saúde pretende manter a atividade de forma
contínua e ampliar a atuação para áreas com maior número de registros de
esporotricose, conforme a disponibilidade das equipes.
A pesquisa busca identificar casos suspeitos em humanos e
animais, além de orientar os moradores sobre as formas de prevenção, os sinais
da doença e os fluxos de atendimento da rede municipal.
CASOS EM SUMARÉ
A esporotricose é uma micose subcutânea causada por fungos
do complexo Sporothrix. O fungo pode estar presente no ambiente, em matéria
orgânica em decomposição, flores e troncos de árvores.
O gato doméstico é o principal reservatório e uma importante
fonte de transmissão da doença para o ser humano. O contágio pode ocorrer por
meio de arranhões, mordidas ou contato direto com lesões de animais infectados.
Em 2026, Sumaré recebeu 16 notificações de suspeita de esporotricose humana. Desse total, três casos foram confirmados. Em 2025, o município registrou 24 notificações, com 13 casos confirmados. Entre os animais, Sumaré registrou, até o momento, 112 notificações de esporotricose em gatos em 2026.
As Vigilâncias Epidemiológica e em Zoonoses acompanham a
situação de forma permanente e intensificam as ações de vigilância,
diagnóstico, tratamento e controle da doença em humanos e animais.
ATENDIMENTO PARA ANIMAIS
O atendimento aos animais segue um fluxo integrado entre os
serviços municipais. A Unidade de Vigilância de Zoonoses é responsável pelo
monitoramento da doença, mapeamento das áreas com registros de casos,
realização de exames diagnósticos, notificações e fornecimento de medicamentos.
A Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal realiza as
consultas veterinárias, a coleta de exames e o acompanhamento clínico dos
animais.
A Secretaria de Saúde orienta os tutores a procurar atendimento veterinário ao identificar lesões suspeitas em gatos. A população também deve evitar o contato direto com animais que apresentem feridas suspeitas e buscar orientação dos serviços municipais.
ATENDIMENTO PARA CASOS HUMANOS
A Secretaria Municipal de Saúde implantou um fluxo
padronizado para garantir o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o
acompanhamento dos casos suspeitos de esporotricose humana.
As unidades de saúde realizam a avaliação clínica dos
pacientes com suspeita da doença, fazem a notificação por meio da ficha
específica de Esporotricose Humana e encaminham o caso à Vigilância
Epidemiológica.
Após a notificação, ocorre a coleta de material biológico
por swab para confirmação laboratorial. A Vigilância Epidemiológica providencia
o recolhimento da amostra e o envio ao laboratório de referência.
O médico responsável pelo primeiro atendimento encaminha o
paciente ao CRESSER (Centro de Referência em Saúde Sexual e Reprodutiva), onde
ocorre a dispensação da medicação e, quando necessário, o acompanhamento com
médico infectologista.
Pessoas que apresentem lesões ou outros sintomas compatíveis com a doença após contato com animais infectados devem procurar uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce favorece o sucesso do tratamento e contribui para o controle da transmissão.

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