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Ex-vereador alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que vinha sendo ameaçado pela vítima

Justiça decide levar ex-vereador de Sumaré a júri popular por homicídio

Sirineu Araújo é acusado de matar homem a tiros e atropelar vítima com caminhonete; defesa sustenta versão de legítima defesa; acusado responde ao processo em liberdade

A Justiça de Sumaré determinou que o ex-vereador Sirineu Araújo seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pela acusação de matar um homem a tiros e, em seguida, atropelá-lo em agosto de 2023. A decisão, divulgada nesta terça-feira (24), aponta a existência de indícios de autoria para que o caso seja analisado por júri popular.

O crime aconteceu na noite de 19 de agosto daquele ano, quando Sirineu era parlamentar. A vítima, identificada como Rafael Emídio, foi baleada e morreu ainda no local. Imagens registradas na ocasião mostram o homem ferido se arrastando pela via após os disparos, momentos antes de não resistir.

Durante o interrogatório, o ex-vereador alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que vinha sendo ameaçado pela vítima. Apesar da acusação, ele responde ao processo em liberdade. Até o momento, a data do julgamento não foi definida pela Justiça.

As investigações reuniram depoimentos com versões divergentes sobre o ocorrido. Enquanto Sirineu sustenta que Rafael estaria armado no momento da abordagem, uma testemunha afirmou não ter visto qualquer arma com a vítima. O mesmo depoente declarou ainda que os disparos teriam ocorrido em dois momentos distintos, o que contraria a tese apresentada pela defesa.

O inquérito também aponta que, após o crime, o acusado teria descartado o celular e a arma utilizada às margens da Rodovia Anhanguera. Além disso, um laudo pericial confirmou a presença de sangue humano na parte inferior da caminhonete ligada ao ex-vereador.

A defesa, representada pelo advogado Alexandre Sanches Cunha, informou que irá analisar os próximos passos do processo, enquanto o caso segue para julgamento popular.

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