Danilo propõe doação de área para moradias do Minha Casa Minha Vida
Projeto foi encaminhado à Câmara para análise dos vereadores e visa viabilizar doação de área pública ao Fundo de Arrendamento Residencial, da Caixa, para construção de empreendimento habitacional na faixa 1 do programa federal
O prefeito Danilo Barros (PL) encaminhou à Câmara de
Paulínia um projeto de lei complementar que autoriza a doação de uma área
pública para a construção de moradias populares por meio do programa Minha Casa
Minha Vida. A proposta prevê a destinação do terreno ao Fundo de Arrendamento
Residencial (FAR), gerido pela Caixa Econômica Federal, como forma de
viabilizar o empreendimento habitacional na faixa 1 do programa.
O chefe do Executivo afirmou que o município está pleiteando
400 unidades habitacionais por meio do programa federal, como “ação efetiva
para o enfrentamento do déficit habitacional na cidade”, com foco no
atendimento à população de baixa renda.
Segundo o texto enviado ao Legislativo, a doação da área é
apresentada como condição necessária para enquadramento nas regras do programa.
Danilo afirma no documento que “faz-se necessária a adequação da legislação
para atendimento das normativas no programa estabelecidas” e acrescenta que “a
doação de área de propriedade da Prefeitura Municipal de Paulínia para a
implantação do empreendimento em questão é medida impositiva, nos termos da Lei
14.620/2023, como parte do subsídio para a construção das moradias”.
O projeto informa que a área está localizada na Avenida
Padre Josimo Moraes Tavares, 193. A proposta detalha o desmembramento da área
em duas glebas: a Gleba B1-A, com 9.554,90 metros quadrados, e a Gleba B1-B,
com 9.163,26 metros quadrados. Juntas, elas compõem uma área total de 18.718,16
metros quadrados destinada à implantação do empreendimento habitacional.
Pelo projeto, a área doada deverá ser usada exclusivamente
para a construção de unidades residenciais destinadas à população de baixa
renda. O texto prevê revogação da doação caso o imóvel tenha destinação
diferente da prevista ou caso as obras de engenharia civil não sejam iniciadas
em até dois anos a partir da formalização da doação. Também ficam vedadas
situações como incorporação do imóvel ao ativo da Caixa, uso como garantia de
débito, composição de lista de bens para liquidação judicial ou extrajudicial e
constituição de ônus reais sobre a área.
Na justificativa, Danilo sustenta que a ação pode aliviar o
custo do financiamento às famílias atendidas. O prefeito afirma que a medida,
além de cumprir as regras do Minha Casa Minha Vida/FAR, visa beneficiar “aquela
população que mais precisa de cuidado do Estado”, permitindo que “o valor do
financiamento seja reduzido, trazendo aos interessados um comprometimento menor
da renda de que dispõem para o pagamento do financiamento das suas moradias”.
A proposta será analisada pelos vereadores e, se aprovada,
permitirá que o município avance na implementação de políticas habitacionais.
PAULINENSES PARTICIPARAM DE OFICINAS CONTRA DÉFICIT
HABITACIONAL
Centenas de moradores de Paulínia participaram da construção
do Plano Municipal de Habitação por meio de oficinas públicas realizadas em
diferentes bairros da cidade. A ação ouviu diretamente a população para
identificar os principais desafios relacionados à moradia e, a partir disso,
desenvolve propostas de políticas públicas para enfrentar o déficit
habitacional.
Os encontros seguiram uma dinâmica participativa. Foi feita
uma breve apresentação da proposta do plano e, em seguida, os participantes
foram divididos em grupos para discutir quatro questões centrais: como vivem
atualmente, quais são os cinco problemas mais graves relacionados à moradia,
que tipo de déficit aparece com mais frequência e quais grupos da população são
mais afetados.
As atividades foram coordenadas pela Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), empresa contratada pela Secretaria
de Habitação para desenvolver o diagnóstico completo da situação habitacional
do município. Nesta fase do processo, especialistas ouviram as demandas
apresentadas pelos moradores, que serão sistematizadas em um estudo técnico.
Nas duas primeiras oficinas, realizadas nos bairros São José
e Bom Retiro, cerca de 300 pessoas participaram das discussões. A quarta e
última oficina desta etapa ocorreu no Centro de Convivência do Idoso Tia Lídia,
localizado no Jardim Fortaleza.

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