Economia
Consumidores relatam impacto direto nas despesas mensais ao abastecerem nos postos

Gasolina sobe mais de 5% em Sumaré e motoristas reclamam dos valores

Levantamento revela alta nas bombas entre janeiro e a primeira semana de abril na cidade; preço médio do produto saltou R$ 0,30 por litro no período; pico chegou a R$ 6,29, de acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo

A gasolina ficou mais cara em Sumaré nos primeiros meses de 2026. Dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o preço médio do litro passou de R$ 5,63 em janeiro para R$ 5,93 na primeira semana de abril, representando um aumento de 5,33% no período. Na prática, o combustível ficou cerca de R$ 0,30 mais caro por litro, enquanto o preço máximo encontrado nos postos chegou a R$ 6,29 em março, configurando o pico do trimestre.

Segundo a ANP, a evolução dos dados semanais mostra uma alta gradual e contínua ao longo dos meses: em janeiro a média foi de R$ 5,63, subindo para R$ 5,70 em fevereiro, R$ 5,88 em março e alcançando R$ 5,93 na primeira semana de abril.

Para quem depende do carro diariamente, a diferença já pesa no bolso. O vendedor Marcos da Silva conta que precisou reorganizar as despesas para manter a rotina de trabalho. Segundo ele, antes abastecia com R$ 150 e conseguia rodar a semana inteira, mas agora precisa colocar quase R$ 180 para fazer o mesmo percurso, o que aumenta o gasto mensal.

A auxiliar administrativa Fernanda Souza relata que começou a mudar hábitos para economizar. Ela afirma que passou a concentrar compromissos no mesmo dia e evita sair de carro à noite, pois considera que a gasolina subiu rápido demais.

Especialistas apontam que a alta resulta de uma combinação de fatores internos e externos. Entre eles estão a valorização do petróleo no mercado internacional, a oscilação do dólar e custos logísticos e de distribuição. O cenário geopolítico também influencia as cotações globais. A escalada de tensões envolvendo Estados Unidos e Irã entrou no radar do mercado e contribui para a volatilidade do preço do barril de petróleo, refletindo diretamente no valor pago pelo consumidor nas bombas, segundo analistas de mercado.

O cenário segue sensível a fatores externos e cambiais, mantendo a gasolina em patamar elevado. Para os consumidores, o reflexo é imediato no orçamento doméstico.

 


 

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