Americana confirma a terceira morte por febre maculosa; cidade vive alerta
Vítima é um homem de 49 anos que estava internado em um hospital público e morreu no dia 24 de julho; cidade agora soma 34 notificações, com 22 casos descartados e nove em fase de análise até esta segunda-feira (17); áreas são mapeadas
Americana confirmou nesta segunda-feira (17) a terceira
morte provocada por febre maculosa em 2026. A vítima é um homem de 49 anos, que
estava internado em um hospital público e morreu no dia 24 de julho. O
diagnóstico foi confirmado após análise do Instituto Adolfo Lutz. A Prefeitura
informou que o provável local de infecção ainda está sendo investigado pelo
Programa de Vigilância e Controle do Escorpião e Carrapato (PVCE).
Com a nova confirmação, o município passa a contabilizar 34
notificações de febre maculosa neste ano. Desse total, 22 casos foram
descartados, nove ainda aguardam resultados laboratoriais e três terminaram em
morte.
A primeira vítima da doença em Americana neste ano foi o
engenheiro civil Rubens Allan Bizarro, de 37 anos, que morreu em 30 de junho. O
diagnóstico positivo foi confirmado em 14 de julho pelo Instituto Adolfo Lutz.
A segunda morte foi a de um homem de 77 anos, morador do Parque Gramado, que
faleceu em 17 de julho. Nesse caso, a Secretaria de Saúde informou que a
infecção ocorreu no próprio município.
Diante dos registros, a Prefeitura intensificou as ações de
controle do carrapato-estrela, principal transmissor da doença. Desde o início
de agosto, a Secretaria de Meio Ambiente realiza a aplicação de Metarhizium,
fungo utilizado no controle do carrapato, em locais considerados de maior
risco. O trabalho já foi feito na Orla da Praia dos Namorados e na Avenida
Bandeirantes.
A iniciativa conta com a parceria do Instituto Biológico da
Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento e da empresa Toyobo,
licenciada pelo instituto, além do acompanhamento da Secretaria Municipal de
Saúde. Americana também mantém, desde 2006, ações permanentes do PVCE, que
incluem instalação de cercas e placas de alerta, monitoramento e orientação aos
moradores.
Entre as áreas classificadas como de risco estão pontos de
Carioba próximos ao Rio Piracicaba, a mata ciliar do Ribeirão Quilombo na
região da Casa de Cultura Herman Müller, áreas próximas ao Rio Jaguari, à
Represa do Salto Grande e à confluência dos rios Atibaia e Jaguari, além do
Assentamento Milton Santos, Praia dos Namorados, Zanaga, Jardim Mirandola,
Parque Nova Carioba e áreas próximas ao CDP e à Ponte do Rio Piracicaba, na
Rodovia Anhanguera.
Também fazem parte da relação o Condomínio Jardim Terras do
Imperador, o Residencial Portal dos Nobres, a Usina da CPFL na Represa do Salto
Grande e toda a extensão das margens do Ribeirão Quilombo. A orientação é
evitar locais com vegetação próxima a rios, córregos, lagoas, represas e áreas
frequentadas por animais que podem transportar carrapatos.
A febre maculosa é uma doença infecciosa grave e pode
evoluir rapidamente. Para quem precisar entrar em uma área de risco, a
recomendação é utilizar roupas claras, calças com as barras colocadas dentro
das meias e botas de cano alto. Também é importante verificar o corpo
periodicamente para identificar carrapatos e retirá-los com cuidado.
Os sintomas podem surgir entre dois e 14 dias após a
exposição e incluem febre alta, dor de cabeça, dores pelo corpo, calafrios e
manchas avermelhadas na pele. A Secretaria de Saúde orienta que qualquer pessoa
com sintomas e histórico recente de passagem por uma área de risco procure
atendimento médico imediatamente e informe sobre a possível exposição a
carrapatos.

Deixe um comentário